Hospital Ouro Verde: Nelson Hossri protocola denúncia no Ministério Público

Após receber denúncias das condições precárias do Hospital Ouro Verde, o vereador Nelson Hossri (Podemos) protocolou uma representação no Ministério Público com detalhes de situações enfrentadas por pacientes e funcionários da unidade. Entre os transtornos estão a falta de equipamentos adequados para atendimento, presença de insetos na área interna e mau estado de conservação de mobiliários e materiais.

A denúncia foi encaminhada ao vereador por servidores que trabalham no hospital, que preferiram não se identificar para evitar represálias. As fotos foram registradas ao longo do mês de dezembro, ou seja, depois que a operação do Ministério Público que investiga supostos desvios de R$ 4,5 milhões pela OS (organização social) Vitale foi deflagrada.

“Toda essa situação é consequencia da péssima gestão do Hospital e dos escândalos de corrupção. Isso sem contar que diversos servidores foram demitidos sem justa causa e não receberam as devidas verbas rescisórias e indenizatórias garantidas em lei”, destacou o vereador. “O MP tem que estar ciente e investigar esse descaso com a população”, completou Nelson.

Nas fotos, é possível constatar a falta de maca no centro cirúrgico pelo não pagamento da locação; falta de equipamentos, bem como de produtos adequados para higiene pessoal; carrinho de atendimento danificado; condições inadequadas para conservação de prontuários médicos e depósito de roupas e enxovais hospitalares armazenadas de maneira incorreta e sem a utilização de embalagens apropriadas.

Uma das imagens mais chocantes mostra cerca de oito pacientes internados em macas aglomeradas em uma sala sob os cuidados de uma única enfermeira, além de macas sem revestimento adequado no consultório médico e infestação de pernilongos em uma sala.

Para Hossri, “conforme as evidencias, é mais do que necessária a implantação de uma CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito). Por enquanto, oito vereadores assinaram o pedido, faltando apenas três assinaturas para abertura da investigação pela Câmara”.