Laudo técnico de viadutos contradiz parecer da Prefeitura enviado ao vereador Nelson Hossri

O laudo técnico sobre os viadutos elaborado por engenheiros especialistas em estrutura viária, conforme matéria veiculada pelo jornal Correio Popular neste domingo, dia 2 de dezembro, contradiz parecer da Prefeitura de Campinas, enviado em resposta de requerimento ao vereador Nelson Hossri (Podemos). De acordo com a reportagem, as imagens captadas em viadutos estratégicos de Campinas denunciam que a manutenção é precária.

Ao contrário do que foi constatado pelos profissionais, a administração municipal garantiu que possui levantamento cadastral das patologias dos viadutos, mas “não classifica a estrutura como crítica”, como é o caso do viaduto Miguel Vicente Cury. No documento, as proteções de tráfego do local, consideradas inadequadas pelos engenheiros, atendem as normas técnicas, segundo a Prefeitura.

A Secretaria Municipal de Infraestrutura argumentou nos documentos ainda que realiza inspeções como rotina anual através de controle visual com fotos onde há acesso possível, sem utilização de equipamentos especiais de medicação e/ ou aferição.

No caso do viaduto Laurão, as imagens com trincas, infiltrações e desgaste, que confirmam a deterioração provocada pela falta de manutenção, a Prefeitura defende que a estrutura é classificada como “boa”.

Embora não tenha sido citado na reportagem do jornal Correio Popular, o viaduto na Lix da Cunha também trouxe preocupação ao vereador Nelson Hossri. Na resposta enviada pela Prefeitura, a administração declarou que a estrutura apresenta, visualmente, patologias que indicam necessidade de manutenção, mas “sem aparente risco de colapso”.  Nenhum prazo foi apresentado, porém, para a realização dos cuidados necessários.

“Assim como em São Paulo, o laudo técnico apresentado pelos engenheiros mostra que a demora na manutenção dos viadutos pode trazer um problema grave para Campinas no futuro. Infelizmente, a falta de prevenção se transforma em tragédia anunciada depois”, afirmou o vereador.

“Primeiro espera o viaduto cair, depois a Prefeitura aparece. É sempre assim. Um absurdo”, completou.