Uma moção de apelo do vereador Nelson Hossri (Podemos) vai pedir que a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) regulamente o cigarro eletrônico no Brasil. O objetivo é evitar que o uso do produto seja banalizado, como vem acontecendo, especialmente entre os jovens. A moção foi aprovada na 73° Sessão Ordinária, realizada na última segunda-feira, dia 29.

A principal preocupação do vereador, que atua na área de prevenção às drogas desde 2005, é que o cigarro eletrônico vem sendo utilizado como uma alternativa ao cigarro comum. No entanto, conforme relatórios divulgados pela OMS (Organização Mundial de Saúde), não existem evidências suficientes para concluir que os sistemas eletrônicos ajudam ou não os usuários a parar de fumar. O órgão ainda destaca que a experimentação de cigarros eletrônicos por crianças e adolescentes dobrou no período de 2008 a 2012.

Na moção, Nelson pede que a Anvisa restrinja a propaganda, promoção e patrocínio dos cigarros eletrônicos, ressaltando que a não utilização por jovens, gestantes ou pessoas que não fazem uso de nicotina, além da proibição em locais fechados e locais de trabalho. “Existem evidências que sugerem que os aerossóis emitidos por estes sistemas aumentam os níveis ambientais de algumas substâncias e partículas tóxicas/nicotina. É necessário proibir a divulgação de benefícios ainda não comprovados pela ciência, e proteção contra interesses comerciais da crescente indústria”, ressaltou Nelson.

O vereador ainda pediu que a Anvisa não autorize a venda de cigarros eletrônicos aromatizados com aditivos (sabores de frutas, doces e bebidas alcoólicas). “Hoje existem quase 8.000 diferentes sabores e essências, que tornam o produto ainda mais atrativo, com cheiros e sabores. Esse produto acaba sendo uma porta de entrada para a dependência da nicotina e tabagismo, especialmente para os jovens”, finalizou.