Nelson Hossri abre agenda de palestras de Prevenção às Drogas com foco no narguilé

 

Especialista em Dependência Química, o vereador Nelson Hossri (Podemos) abriu a agenda de palestras de prevenção às drogas para o segundo semestre e terá como principal foco de debates o uso do narguilé. A nova forma de tabagismo, que tem atraído principalmente os jovens por conta dos aromas e dos rituais para uso, vem causando preocupação de pais e professores.

De acordo com Nelson, a demanda de palestras aumentou neste segundo semestre, chegando a quase quatro agendamentos por semana. Por conta dos pedidos de discussão relacionados ao narguilé, o vereador decidiu oferecer uma palestra especial sobre o assunto para toda rede de ensino pública e privada.

“O narguilé expõe o usuário ao carvão e metais como cromo e chumbo que não são eliminados do organismo e podem gerar câncer”, explicou Nelson.

Nelson Hossri é especialista em Dependência Química pela Unifesp e atua na área desde 2005 com palestras gratuitas em escolas, entidades, empresas, entre outras, além de realizar atendimento e orientações para quem sofre com o problema das drogas. Interessados em agendar a palestra podem acessar o site www.nelsonhossri.com.br ou enviar um e-mail para nelson.hossri@gmail.com

 

Uso do narguilé

Os alertas feitos pelo uso indiscriminado de narguilé podem ser provados em números. Enquanto fumar um cigarro demora de 5 a 7 minutos e propicia de 8 a 12 baforadas, o uso do narguilé costuma durar de 20 a 80 minutos, podendo render entre 50 e 200 baforadas. “Nesse período, o fumante chega a engolir até 50 litros de fumaça, a mesma quantidade inalada ao se fumar 100 cigarros”, explica Nelson.narguile nelson hossri prevenção drogas

De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), o narguilé contém nicotina e as mesmas 4.700 substâncias tóxicas do cigarro convencional. No entanto, os tabacos utilizados no narguilé, que contém diversas essências, apresentam quatro vezes mais nicotina, 11 vezes mais monóxido de carbono e 100 vezes mais alcatrão do que o cigarro comum.

A justificativa de que o narguilé tem água e, por isso, seria menos nocivo que o cigarro também é um mito. A verdade é que a brasa é colocada sobre o tabaco, que esquenta e a água, que está embaixo, serve para resfriá-lo, formando a fumaça. “Em momento nenhum ela filtra ou purifica as toxinas, mais um mito sobre o narguilé que precisa ser esclarecido”, completa o especialista.

 

Transmissão de doenças

Como a mangueira do narguilé costuma ser compartilhada com diversas pessoas, o risco de transmissão de doenças contagiosas é grande.

Entre os problemas de saúde que podem ser transmitidos são herpes labial, tuberculose e hepatite C.

A fumaça, assim como o cigarro, também contribui com o surgimento de doenças respiratórias, coronarianas e diversos tipos de câncer, como o de pulmão, boca, bexiga e a leucemia.

No estado de São Paulo, desde 2009, a venda do aparelho é proibida para menores de 18 anos. E a Anvisa quer impedir que fumos e cigarros aromatizados cheguem às mãos dos consumidores: uma maneira tornar o tabagismo menos atraente para os jovens.