Nelson Hossri pretende ir ao MP em defesa dos permissionários da Lagoa do Taquaral

 

Por conta da falta de transparência da Prefeitura de Campinas com o projeto de revitalização da Lagoa do Taquaral, o vereador Nelson Hossri (Podemos) pretende ir ao Ministério Público em defesa dos permissionários da área de lazer.

Isso porque, ao contrário do que foi divulgado em matéria publicada nesta quarta-feira (11) no Correio Popular, a existência de estudos para reformar o Parque Portugal sempre foi negada pela Secretaria de Serviços Públicos, seja através de requerimentos protocolados pelo parlamentar ou reuniões realizadas na Prefeitura com a presença dos permissionários.

Para Nelson, o projeto de revitalização anunciado pela administração municipal é um “desrespeito” aos comerciantes que trabalham, em alguns casos, há 40 anos nos quiosques da Lagoa do Taquaral.

“Caso a Prefeitura revitalize os quiosques de forma autoritária, como demonstrou na reportagem, irei ao Ministério Público denunciar esse abuso com os permissionários”, declarou o vereador Nelson Hossri.

Na matéria, o secretário de Serviços Públicos de Campinas, Ernesto Dimas Paulella, admitiu que o projeto de revitalização prevê a padronização dos boxes. No entanto, declarou que os permissionários dos quiosques terão de arcar com a reforma das bancas, orçada em cerca de R$ 18 mil.

A declaração é contraditória ao que foi dito em resposta ao requerimento do vereador, enviada em fevereiro deste ano. Na ocasião, foi garantido que não existia estudos para revitalização do espaço. A Setec (Serviços Públicos) chegou a afirmar que não havia sido comunicada sobre possíveis projetos pela Secretaria de Serviços Públicos. Segundo a pasta, somente após a conclusão de estudos, que daria início às tratativas com os permissionários sobre realocação e adequação das bancas.

“Antes de revitalizar os quiosques, cobrando de forma absurda dos permissionários, a Prefeitura deveria promover mais atrações na área interna do Parque Taquaral para crianças, jovens e idosos. Hoje, atrativos como o pedalinho, bondinho e a visita à caravela não funcionam nem em período de férias escolares”, ressaltou Nelson Hossri.

“Agora não é momento para gerar despesa, principalmente por conta da crise econômica que o país ainda vive. O respeito com os permissionários deve prevalecer pois se tratam de famílias e pessoas que já estão lá há mais de 40 anos”, finalizou.