Depois de receber mais uma denúncia de descaso no atendimento dos hospitais Ouro Verde e Mário Gatti, o vereador Nelson Hossri (Podemos) protocolou um requerimento questionando a Prefeitura de Campinas sobre o abastecimento de medicamentos, a realização de exames e quantidade de leitos na UTI (Unidade de Terapia Intensiva) nas unidades de saúde.

Os questionamentos foram feitos à administração municipal após o vereador receber reclamação de uma moradora da cidade, que relatou a dificuldade para conseguir atendimento ao irmão no final do ano passado. Segundo a munícipe, o Hospital Ouro Verde estava com falta de medicamentos básicos, como Dipirona, e com o aparelho de tomografia quebrado.

“Internaram meu irmão com suspeita de neoplasia, mas não fizeram absolutamente nada porque o aparelho de tomografia estava quebrado. Fizemos exames particulares e descobrimos que era um tumor no tórax muito avançado. No Mário Gatti, também estava sem medicamentos para dor e ficamos esperando um leito na UTI, enquanto ele ficava na cadeira de rodas. Infelizmente ele foi a óbito”, descreveu.

No requerimento, Nelson solicitou esclarecimentos à Secretaria de Saúde e as medidas adotadas para sanar o problema. “Não podemos aceitar que pacientes sofram com desabastecimento de medicamentos em um hospital e tenham que viver situações tão desgastantes em um momento que já é de muita dificuldade, como o caso de uma doença na família”, defendeu.

O requerimento será lido em Plenário na primeira sessão legislativa do ano, marcada para o dia 5 de fevereiro, e encaminhado à Prefeitura.

Denúncia
Na semana passada, o vereador Nelson Hossri já havia protocolado uma denúncia no Ministério Público pelas condições precárias do atendimento no Hospital Ouro Verde. 

Entre os transtornos estão a falta de equipamentos adequados para atendimento, presença de insetos na área interna e mau estado de conservação de mobiliários e materiais.

A denúncia foi encaminhada ao vereador por servidores que trabalham no hospital, que preferiram não se identificar para evitar represálias. As fotos foram registradas ao longo do mês de dezembro, ou seja, depois que a operação do Ministério Público que investiga supostos desvios de R$ 4,5 milhões pela OS (organização social) Vitale foi deflagrada.