A necessidade de se investir mais recursos na área de prevenção às drogas e das entidades sociais motivou o vereador Nelson Hossri (Podemos) a protocolar emendas para o Plano Diretor e pra a LOA (Lei Orçamentária Anual). Os documentos serão votados na sessão da Câmara desta segunda-feira, dia 4, quando os projetos passarão pela primeira votação.

No caso do Plano Diretor, que estabelece as diretrizes de desenvolvimento da cidade para os próximos dez anos, Nelson sugeriu, na emenda, a ampliação e aprimoramento das políticas públicas de prevenção, proteção, promoção e recuperação das Comunidades Terapêuticas da cidade. O objetivo é oferecer tratamento adequado aos dependentes químicos.

“É fato notório o crescimento dos índices no consumo de drogas (lícitas e ilícitas) no Brasil e, por esse motivo, a cidade precisa oferecer alternativas efetivas de recuperação e acolhimento para o tratamento de usuários”, defendeu o vereador, que atua na área desde 2005 com trabalhos realizados no Movimento Sou Feliz Sem Drogas e na Coordenadoria de Prevenção às drogas do Município.

Orçamento do município

Outra emenda protocolada pelo vereador Nelson Hossri prevê a ampliação de R$ 11.244.469,18 para o orçamento da Secretaria de Assistência Social, Pessoa com Deficiência e Direitos Humanos, que deverá ser somado ao valor de R$ 196.920.512,00 previsto atualmente pela LOA.

Para justificar a necessidade de acréscimo dos recursos, um ofício do Conselho Municipal de Assistência Social (CMAS), Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente (CMDCA) e Conselho da Federação das Entidades Parcerias da FEAC (CFEP) com detalhes das demandas da pasta foi anexado à emenda.

“O valor estipulado para o próximo ano às entidades não é suficiente, ainda mais quando consideramos a população de alta vulnerabilidade, que atinge 142.562 pessoas no município, mas somente 37.340 são efetivamente atendidas pelo sistema. Ou seja, apenas 26% estão sob a cobertura da demanda existente de Campinas”, completou Nelson. “Se as entidades sociais fecharem as portas, o Poder Público não aguentará a demanda e Campinas entrará em colapso”, finalizou.