Vereador Nelson Hossri denuncia blitz contra aplicativos

O vereador Nelson Hossri (Podemos) utilizou a tribuna da sessão da Câmara Municipal de Campinas para denunciar uma blitz contra aplicativos, como Uber, 99 e Cabify. De acordo com reclamações feitas por motoristas do sistema, a Emdec (Empresa Municipal de Desenvolvimento de Campinas) não atualiza o cadastro enviado pelos aplicativos e, em contrapartida, realiza blitz de fiscalização em pontos estratégicos da cidade.

A lista de motoristas e veículos inscritos nos aplicativos é enviada pelas empresas de transporte, assim como foi determinado na Resolução n° 84/2018 regulamentada em março pela Prefeitura de Campinas. No entanto, motoristas têm sido multados por agentes de Mobilidade Urbana, os “amarelinhos”, alegando que o cadastro não existe no sistema da Emdec.

Ainda de acordo com as denúncias, as blitz costumam ser feitas em locais como Campinas Shopping, Aeroporto Internacional de Viracopos, Rodoviária e shopping Dom Pedro. Os pontos possuem alta demanda de usuários e rotatividade de veículos dos aplicativos.

Segundo o vereador Nelson Hossri, os adesivos servem ainda como isca para os agentes. “Com os adesivos, os amarelinhos já sabem quais carros devem ser consultados no sistema. Mas como a lista não é atualizada, os motoristas trabalham como se estivessem irregulares, sendo multados, guinchados e sofrendo todos os prejuízos moral e financeiro”, afirmou o parlamentar.

Um requerimento foi protocolado pelo vereador para questionar a quantidade de multas aplicadas para motoristas de aplicativos e o valor total arrecadado com as autuações. “A Emdec nada mais é hoje que uma fábrica de multa simplesmente para arrecadar mais”, finalizou o vereador.

Contra adesivos

Na semana passada, Nelson já havia apresentado um projeto de lei que revoga a obrigatoriedade do uso de adesivos nos veículos de transporte de passageiros oferecidos pelos aplicativos. Para o parlamentar, o adesivo cria uma margem de vulnerabilidade e exposição desnecessária aos motoristas e usuários, além de não ter uma eficácia social. A proposta contou com a assinatura de 18 vereadores e está tramitando na Câmara.