Após os escândalos de desvio de recursos na área da saúde em Campinas, o vereador Nelson Hossri (Podemos) protocolou um requerimento convocando o Secretário Municipal de Saúde, Carmino Antonio de Souza, a prestar esclarecimentos acerca da gestão do Hospital Ouro Verde. Assim como está previsto no Regimento Interno da Casa, a presença do secretário é obrigatória, sob pena, em caso de não comparecimento, de responder por crime de responsabilidade.

Embora o requerimento tenha sido protocolado nesta quarta-feira, dia 6, o documento será votado apenas na próxima sessão legislativa, que será realizada na segunda-feira, dia 11. Para ser aprovada, a proposta precisa de maioria simples, ou seja, que seja aceita por 50% mais 1 dos vereadores presentes na reunião.
“Vamos começar pelo caminho certo. Essa é a primeira resposta que podemos dar a população, ou seja, ouvir o secretário de saúde”, defendeu Nelson.

Na última quinta-feira, dia 30, uma operação deflagrada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco/MPSP), com o apoio da Polícia Militar, cumpriu 33 mandados de busca e apreensão, além de seus mandados de prisão em sete municípios do estado de São Paulo. Em Campinas (SP), mandados foram cumpridos no Hospital Municipal Ouro Verde, até então administrado pela Organização Social (OS) Vitale, assim como na Prefeitura e residências de alto padrão. Pelo menos uma pessoa foi presa e foram apreendidos R$ 1,2 milhão de reais em espécie, na casa de um funcionário público, além de dois carros de luxo, dos modelos Ferrari e BMW.

Para o Ministério Público, a Organização Social Vitale, que administrava o Hospital Ouro Verde, utilizou entidade sem fins lucrativos para obter indevida vantagem patrimonial. A estimativa do órgão é que pelo menos R$ 4 milhões foram desviados do hospital em Campinas.